ARTIGO 1º - A Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Beja, tem a sua sede em Beja e tem por principais fins a cultura, a filantropia e a solidariedade. ARTIGO 3º - A Associação exercerá os seus fins por meio de festas, excursões e actividades culturais. §1º - O auxílio moral e a ajuda material poderão estender-se aos actuais alunos do Liceu de Beja (actual Escola Secundária Diogo de Gouveia) que comprovadamente necessitem dessa protecção e tenham bom aproveitamento escolar.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
domingo, 29 de março de 2015
OBITUÁRIO - Armando Sevinate Pinto
Armando Sevinate Pinto, enquanto jovem, fez parte da sua formação escolar no Liceu Nacional de Beja e, por isso, aqui fica o registo do seu desaparecimento e a saudade de todos os que com ele conviveram.
Até sempre, amigo.
http://observador.pt/2015/03/29/morreu-armando-sevinate-pinto-ex-ministro-da-agricultura/
Armando Sevinate Pinto, enquanto jovem, fez parte da sua formação escolar no Liceu Nacional de Beja e, por isso, aqui fica o registo do seu desaparecimento e a saudade de todos os que com ele conviveram.
Até sempre, amigo.
http://observador.pt/2015/03/29/morreu-armando-sevinate-pinto-ex-ministro-da-agricultura/
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 2 de maio de 2014
O relógio já funciona
Depois de uma recaída, durante uns largos meses esteve novamente parado, chegou a perder um ponteiro, finalmente o nosso tão badalado relógio meteu-se em brios e já informa os cidadãos de Beja das horas que devem regular as suas vidas.
Se por um lado isto é bom, afinal esta é a sua missão, por outro, actuais e antigos alunos perderam um dos motivos para as suas brincadeiras. Outras aparecerão, pois há sempre um motivo para avivar a criatividade dos estudantes da Casa Amarela.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
CONVOCATÓRIA-ASSEMBLEIA GERAL
Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Beja
ASSEMBLEIA GERAL
CONVOCATÓRIA
Conforme determinam os Estatutos, convoco a Assembleia Geral desta Associação, para o dia 11/03, pelas 17,30 horas, a realizar na Sede, sita no 1º andar da Escola Primária nº 4, em Beja, Rua Infante D. Henrique, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1- Apreciação e votação das contas respeitantes ao ano de 2013
2- Eleição dos Corpos Gerentes para o biénio 2014/2015. Esta Assembleia funcionará à hora marcada com metade do número de sócios em pleno uso dos seus direitos, ou uma hora depois, com qualquer número.
Beja, 20 de Fevereiro de 2014
O Presidente da Assembleia Geral
a) José Fernando Figueiredo Pereira
0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
Convocatória-Adenda
Esclarecimento sobre a composição dos corpos gerentes e apresentação de listas a sufrágio
A Associação tem os seguintes corpos gerentes, eleitos bienalmente:
a) Mesa da Assembleia Geral (constituída pelo presidente e dois secretários).
b) Direcção (constituída por um presidente, dois vice-presidentes (habitualmente um indicado pelo núcleo de Lisboa), um secretário e um tesoureiro, dois vogais como membros efectivos e por cinco suplentes.
c) Conselho Fiscal (composto por um presidente e dois vogais como membros efectivos e por três substitutos).
Mais se informa que a supra convocatória será publicada na edição do dia 28 do corrente mês de Fevereiro do Diário do Alentejo.
ASSEMBLEIA GERAL
CONVOCATÓRIA
Conforme determinam os Estatutos, convoco a Assembleia Geral desta Associação, para o dia 11/03, pelas 17,30 horas, a realizar na Sede, sita no 1º andar da Escola Primária nº 4, em Beja, Rua Infante D. Henrique, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1- Apreciação e votação das contas respeitantes ao ano de 2013
2- Eleição dos Corpos Gerentes para o biénio 2014/2015. Esta Assembleia funcionará à hora marcada com metade do número de sócios em pleno uso dos seus direitos, ou uma hora depois, com qualquer número.
Beja, 20 de Fevereiro de 2014
O Presidente da Assembleia Geral
a) José Fernando Figueiredo Pereira
0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
Convocatória-Adenda
Esclarecimento sobre a composição dos corpos gerentes e apresentação de listas a sufrágio
A Associação tem os seguintes corpos gerentes, eleitos bienalmente:
a) Mesa da Assembleia Geral (constituída pelo presidente e dois secretários).
b) Direcção (constituída por um presidente, dois vice-presidentes (habitualmente um indicado pelo núcleo de Lisboa), um secretário e um tesoureiro, dois vogais como membros efectivos e por cinco suplentes.
c) Conselho Fiscal (composto por um presidente e dois vogais como membros efectivos e por três substitutos).
Mais se informa que a supra convocatória será publicada na edição do dia 28 do corrente mês de Fevereiro do Diário do Alentejo.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Obituário-Professor José Silvestre Prista Caetano
Prof. José Silvestre Prista Caetano
Era sócio auxiliar nº 1 da n/AAA do Liceu de BEJA.
Começou a leccionar em Beja no ano lectivo 1954/55.
Aqui permaneceu por muitos anos.
Além da sua condição de professor de educação física no nosso
liceu, dedicou-se ao judo sendo um dos pioneiros do Judo Clube de Beja ao tempo
de mestre Kobayach.
Também leccionou na Escola do Magistério Primário de Beja, a
convite do director Prof. Janeiro Acabado.
Ausente de Beja, nunca deixou de estar presente quer nas
Festas do Galo, quer nos almoços de confraternização.
Foi um Amigo da n/Associação, pagando antecipadamente as quotas
e contribuindo sempre com donativos.
O seu 1º ano como Professor em Beja coincidiu com o meu 7º
ano tornando-se amigo dos alunos que estavam de abalada.
Paz à sua alma
O
Presidente em exercício da Associação
sexta-feira, 17 de maio de 2013
As Brumas Da Memória
Autor: Manuel Dias Horta
É no mês de maio, o mês mais lindo do ano, particularmente o do ano de 1945. Acabou a guerra e começou este rapaz a por cá andar. Neste mês, quando a natureza está em festa e onde sinos ainda tocam ave-marias. Mês criador e de temperaturas amenas que um grupo de avozinhas e avozinhos, outrora irreverentes meninas e meninos, reiniciam a viagem ao longínquo e ao passado. Ao leme a saudade, o percurso - atravessar as brumas da memória, finalidade - fazer parar por algumas horas uma roda grande que gira, gira e tudo tritura.
Em cada passageiro uma história que, contada com avidez, parece o tempo voltar outra vez.
Ai, que saudade, que saudade das cigarradas às escondidas, da brancura alva das batas, das saídas e entradas pelo velho portão. Das esperas e das passeatas pelo jardim e pelas ruas da cidade.
Antigos alunos do Liceu de Beja, moços e moças de minha e de outras gerações, é este o cartaz que os aguarda, sábado, dia 18 do corrente mês, na Casa do Alentejo, em Lisboa.
O nosso orgulho
Diário da República, 2.ª série — N.º 90 — 10 de maio de 2013
Portaria n.º 269/2013
O projeto do Liceu Diogo de Gouveia, da autoria do arquiteto Luís Cristino da Silva e datado de 1930, caracteriza-se pela subordinação às normas construtivas e programáticas da “escola moderna” e da arquitetura funcionalista do estilo internacional, no dealbar ainda inconsistente da denominada Arquitetura do Estado Novo. Inaugurado em 1936, o edifício constitui uma das primeiras e mais puras obras do Modernismo português, notabilizando-se pelo despojamento ornamental aliado às formas que o uso do betão permitiu explorar e pela assimetria da planta, determinada por questões práticas.
Do conjunto arquitetónico destacam-se a imponência maciça do betão da fachada principal, ritmada por grandes vãos envidraçados, as coberturas em terraços de betão que se articulam entre os diferentes edifícios e os elementos decorativos exteriores paradigmáticos do movimento modernista, o relógio e a designação do liceu em alto-relevo. No vestíbulo do piso térreo pode admirar-se um painel de azulejos policromos da Fábrica Viúva Lamego, pintado por Eduardo Leite segundo cartão de Dórdio Gomes, representando uma cena de cariz regionalista. O espaço interior inclui amplas escadas e corredores, um recreio coberto e um ginásio com varandim superior.
Para além do seu caráter pioneiro e exemplar dentro do Modernismo nacional, o Liceu Diogo de Gouveia é ainda testemunho de uma crescente afirmação de modernidade que se começa então a estender para além dos grandes centros urbanos, abrangendo aos poucos todas as regiões do país.
A classificação do Liceu Diogo de Gouveia reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica e urbanística e à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva.
A zona especial de proteção (ZEP) tem em consideração o conjunto urbano na envolvente do imóvel, e a sua fixação visa salvaguardar o seu enquadramento e assegurar a correta leitura dos pontos de vista.
Procedeu-se à audiência escrita dos interessados, nos termos gerais do artigo 101.º do Código do Procedimento Administrativo e de acordo com o previsto nos artigos 25.º e 45.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro.
Assim:
Sob proposta dos serviços competentes, nos termos do disposto no artigo 15.º, no n.º 1 do artigo 18.º, no n.º 2 do artigo 28.º e no artigo 43.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, conjugado com o disposto no n.º 2 do artigo 30.º e no n.º 1 do artigo 48.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, alterado pelos Decretos-Lei n.º 115/2011, de 5 de dezembro, e n.º 265/2012, de 28 de dezembro, e no uso das competências conferidas pelo n.º 11 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 86-A/2011, de 12 de julho, manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Cultura, o seguinte:
Artigo 1.º
Classificação
Zona especial de proteção
É fixada a zona especial de protecção do monumento referido no artigo anterior, conforme planta constante do anexo à presente portaria, da qual é parte integrante.
29 de abril de 2013. — O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier
Portaria n.º 269/2013
O projeto do Liceu Diogo de Gouveia, da autoria do arquiteto Luís Cristino da Silva e datado de 1930, caracteriza-se pela subordinação às normas construtivas e programáticas da “escola moderna” e da arquitetura funcionalista do estilo internacional, no dealbar ainda inconsistente da denominada Arquitetura do Estado Novo. Inaugurado em 1936, o edifício constitui uma das primeiras e mais puras obras do Modernismo português, notabilizando-se pelo despojamento ornamental aliado às formas que o uso do betão permitiu explorar e pela assimetria da planta, determinada por questões práticas.
Do conjunto arquitetónico destacam-se a imponência maciça do betão da fachada principal, ritmada por grandes vãos envidraçados, as coberturas em terraços de betão que se articulam entre os diferentes edifícios e os elementos decorativos exteriores paradigmáticos do movimento modernista, o relógio e a designação do liceu em alto-relevo. No vestíbulo do piso térreo pode admirar-se um painel de azulejos policromos da Fábrica Viúva Lamego, pintado por Eduardo Leite segundo cartão de Dórdio Gomes, representando uma cena de cariz regionalista. O espaço interior inclui amplas escadas e corredores, um recreio coberto e um ginásio com varandim superior.
Para além do seu caráter pioneiro e exemplar dentro do Modernismo nacional, o Liceu Diogo de Gouveia é ainda testemunho de uma crescente afirmação de modernidade que se começa então a estender para além dos grandes centros urbanos, abrangendo aos poucos todas as regiões do país.
A classificação do Liceu Diogo de Gouveia reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica e urbanística e à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva.
A zona especial de proteção (ZEP) tem em consideração o conjunto urbano na envolvente do imóvel, e a sua fixação visa salvaguardar o seu enquadramento e assegurar a correta leitura dos pontos de vista.
Procedeu-se à audiência escrita dos interessados, nos termos gerais do artigo 101.º do Código do Procedimento Administrativo e de acordo com o previsto nos artigos 25.º e 45.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro.
Assim:
Sob proposta dos serviços competentes, nos termos do disposto no artigo 15.º, no n.º 1 do artigo 18.º, no n.º 2 do artigo 28.º e no artigo 43.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, conjugado com o disposto no n.º 2 do artigo 30.º e no n.º 1 do artigo 48.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, alterado pelos Decretos-Lei n.º 115/2011, de 5 de dezembro, e n.º 265/2012, de 28 de dezembro, e no uso das competências conferidas pelo n.º 11 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 86-A/2011, de 12 de julho, manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Cultura, o seguinte:
Artigo 1.º
Classificação
É classificado como
monumento de interesse público o Liceu Diogo de Gouveia, na Rua Luís de
Camões, Beja, freguesia de São João Batista, concelho e distrito de
Beja, conforme planta constante do anexo à presente portaria, da qual é parte integrante.
Artigo 2.ºZona especial de proteção
É fixada a zona especial de protecção do monumento referido no artigo anterior, conforme planta constante do anexo à presente portaria, da qual é parte integrante.
29 de abril de 2013. — O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
O Novo relógio do Liceu
Hoje é um dia triste para todos aqueles que durante anos, muitas vezes sem dar por isso, fizeram aquele gesto natural de levantar a cabeça para ver as horas do relógio do Liceu. É que sem avisar ninguém, o renovado relógio, agora com pano de fundo com a cara lavada, resolveu sem mais conversas começar a dar-nos horas certas. Será que foi obra da troika ou dos nossos esforçados e talentosos governantes? Não interessa. Digo que é um dia triste porque para nós, antigos alunos da "casa amarela", foi sempre motivo para brincar nas nossas Festas do Galo ou nas récitas dos finalistas. Agora que se finou o seu imobilismo vamos brincar com o quê?
Obituário-Ivone Correia Perpétua
Faleceu a nossa associada D. Ivone Correia Perpétua
De 84 anos, Natural de Salvador - Beja, Solteira,
Nasc. 21-10-1928 – Falc. 10-01-2013
Data do funeral: 11 de Janeiro de 2013, ás 15:30 horas
Serviço Religioso às 15:00 horas.
Local de saída: Igreja Paroquial do Carmo
Cemitério: Beja.
Á família enlutada apresentamos as nossas mais sinceras condolências.
De 84 anos, Natural de Salvador - Beja, Solteira,
Nasc. 21-10-1928 – Falc. 10-01-2013
Data do funeral: 11 de Janeiro de 2013, ás 15:30 horas
Serviço Religioso às 15:00 horas.
Local de saída: Igreja Paroquial do Carmo
Cemitério: Beja.
Á família enlutada apresentamos as nossas mais sinceras condolências.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
OUTRORA NATAL
OUTRORA NATAL
No meu País que o mar abraça e beija, perdida na frieza das folhas do
calendário, desapareceu a alegria de viver, sumiu-se a esperança que é a
última coisa a morrer.
Por poetas cantado, por Deus abençoado e por políticos tão mal tratado.
Natal, um mundo mágico e fantástico - o mundo da criança.
Já não se vê o encanto do sorriso de uma criança, porque não aparece o brinquedo prometido.
Na magreza da bolsa familiar está o segredo.
Já não há sinais de festa em cada lar.
Já não há Natal.
No meu País há manchas de sombras em cada rosto. No meu País juntam-se todos os pecados numa lágrima.
Na minha Terra procura-se uma remota clareira e tenta expulsar-se a sombra sofredora.
No meu País há Natal sempre que o Homem queira.
Beja, 03 de Janeiro de 2013
Manuel Dias Horta.
domingo, 30 de dezembro de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
Breve resenha do nascimento do Liceu de Beja, extraída do portefólio da Área de Projecto por alunos deste estabelecimento de ensino.
Não há nenhum documento que indique a exacta fundação do liceu. No entanto, segundo outros documentos, estes apontam para a abertura do liceu no ano de 1852.
Através do tempo, o Liceu, conheceu várias instalações: a primeira foi (em 1852) no Antigo Paço Episcopal; em 1863, foi autorizado o arrendamento do andar superior no Palacete no Terreiro de S. Tiago; depois, em 1870, nova mudança para a Casa da Porta de Ferro (na Rua Esquível); em 1905 vai para a Praça da República; e só em 1937, com inauguração a 20 de Julho, em edifício próprio e novo, instala-se o actual Liceu.
A data de 1870 foi um marco importante, pois foi nessa data que os estudantes do Liceu começaram a usar traje académico.
Os problemas culturais eram uma preocupação constante das gerações, mas nem só os problemas inerentes à cultura ocupavam os alunos. Estes, também, procuravam criar determinados costumes, conhecidos vulgarmente pela designação de praxe académica (que consistia em fazer coroas, baptizar os caloiros e fazer uma pequena maratona em redor do Liceu).
O sentido de solidariedade, na altura, unia os estudantes. Dessa união resultava a Academia (associação académica).
Mas Salazar, ao criar a “Mocidade Portuguesa” extinguiu as Academias e, em simultâneo, observava-se à degradação dos costumes académicos.
Não há nenhum documento que indique a exacta fundação do liceu. No entanto, segundo outros documentos, estes apontam para a abertura do liceu no ano de 1852.
Através do tempo, o Liceu, conheceu várias instalações: a primeira foi (em 1852) no Antigo Paço Episcopal; em 1863, foi autorizado o arrendamento do andar superior no Palacete no Terreiro de S. Tiago; depois, em 1870, nova mudança para a Casa da Porta de Ferro (na Rua Esquível); em 1905 vai para a Praça da República; e só em 1937, com inauguração a 20 de Julho, em edifício próprio e novo, instala-se o actual Liceu.
A data de 1870 foi um marco importante, pois foi nessa data que os estudantes do Liceu começaram a usar traje académico.
Os problemas culturais eram uma preocupação constante das gerações, mas nem só os problemas inerentes à cultura ocupavam os alunos. Estes, também, procuravam criar determinados costumes, conhecidos vulgarmente pela designação de praxe académica (que consistia em fazer coroas, baptizar os caloiros e fazer uma pequena maratona em redor do Liceu).
O sentido de solidariedade, na altura, unia os estudantes. Dessa união resultava a Academia (associação académica).
Mas Salazar, ao criar a “Mocidade Portuguesa” extinguiu as Academias e, em simultâneo, observava-se à degradação dos costumes académicos.
“Não há Academia; não há capa e batina, logo não há praxe.”
A propósito do nosso almoço-convívio, em Fernão Ferro, solicitou-me o nosso colega Manuel Dias Horta a publicação, nesta página, do texto e do poema a seguir:
"Meu Alentejo-Poema"
Ai que saudade, eu tenho da minha juventude
No Liceu, passada entre gente de virtude.
Num destes últimos sábados dum sorridente (para poucos!) mês de Maio e próximo dum local onde o mar vem beijar a terra, realizou-se um almoço-convívio dao antigos alunos do Liceu de Beja. Depois de repetidos beijos e efusivos abraços, embarcámos por uma daquelas viagens que o director deste jornal, encantadoramente, já descreveu no prefácio de determinado livro.
Nestas viagens, sempre com a saudade ao leme e o poço da memória destapado, procura-se o infinito, o longínquo ou o improvável, talvez.
E foi num momento de transbordo que Maria de Fátima Mendonça nos deu a conhecer o seu livro de poemas, para o qual escolheu a palavra "Alentejo", que o preenche da primeira à última página.
Na magia das palavras, no sublime de um verso, no encanto do poema, o poeta (nesta caso a poetisa), canta a terra bendita, o Alentejo de Fialho, de Torga, de Régio, de Florbela e agora, também de Maria de Fátima Mendonça.
Vou deixá-lo, leitor, com o fascínio de uma quadra e duma sextilha que a poetisa tributa à sua terra amada:
"Meu Alentejo-semente
Poema de mar sem fim
Tão real, sempre presente
Vivendo dentro de mim...
Abraço de terra e mar,
Beijo em seio da Natureza,
Bago-místico-ouro-gema...
Só Deus te pôde inventar,
Meu Alentejo-surpresa,
Meu Alentejo-poema!..."
Beja, 30-05-2012
Manuel Dias Horta
"Meu Alentejo-Poema"
Ai que saudade, eu tenho da minha juventude
No Liceu, passada entre gente de virtude.
Num destes últimos sábados dum sorridente (para poucos!) mês de Maio e próximo dum local onde o mar vem beijar a terra, realizou-se um almoço-convívio dao antigos alunos do Liceu de Beja. Depois de repetidos beijos e efusivos abraços, embarcámos por uma daquelas viagens que o director deste jornal, encantadoramente, já descreveu no prefácio de determinado livro.
Nestas viagens, sempre com a saudade ao leme e o poço da memória destapado, procura-se o infinito, o longínquo ou o improvável, talvez.
E foi num momento de transbordo que Maria de Fátima Mendonça nos deu a conhecer o seu livro de poemas, para o qual escolheu a palavra "Alentejo", que o preenche da primeira à última página.
Na magia das palavras, no sublime de um verso, no encanto do poema, o poeta (nesta caso a poetisa), canta a terra bendita, o Alentejo de Fialho, de Torga, de Régio, de Florbela e agora, também de Maria de Fátima Mendonça.
Vou deixá-lo, leitor, com o fascínio de uma quadra e duma sextilha que a poetisa tributa à sua terra amada:
"Meu Alentejo-semente
Poema de mar sem fim
Tão real, sempre presente
Vivendo dentro de mim...
Abraço de terra e mar,
Beijo em seio da Natureza,
Bago-místico-ouro-gema...
Só Deus te pôde inventar,
Meu Alentejo-surpresa,
Meu Alentejo-poema!..."
Beja, 30-05-2012
Manuel Dias Horta
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Almoço anual-2012
O núcleo de Lisboa da Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Beja leva a efeito mais um almoço de confraternização dos antigos alunos daquele estabelecimento de ensino.
Este ano o repasto será no dia 26 de Maio, no restaurante Flor da Mata, na estrada para Sesimbra, antes de Fernão Ferro, frente às bombas da BP com estacionamento. O preço é 35 euros por pessoa.
Porque não consta no programa enviado, mas certamente será útil, aqui vos indico os mails de quem recebe inscrições:
"maria ferro" marialuisaferro35@gmail.com
"Almerinda Maria Ramalhosa" ramalhosa.almerinda@gmail.com ;
"Lourdes Camacho" lourdes.camacho37@gmail.com
"José Piçarra Santos Soares"j.picarra.soares@gmail.com;
sábado, 31 de março de 2012
História do nascimento do Liceu de Beja
Em 15 de Abril de 1950, em sessão solene integrada nas actividades da I
Festa dos Antigos Alunos do Liceu de Beja, o Dr. Almeida Neves, Reitor
do Liceu, proferiu uma conferência sobre a história deste
estabelecimento de ensino.
Segundo o orador, sabe-se por um Relatório apresentado ao Conselho Superior de Instrução Pública, em 2 de Dezembro de 1845 que estavam então constituídos os Liceus de Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Braga. Outro Relatório, de 28 de Dezembro de 1848 informa que além desses cinco, estavam criados mais os de Santarém, Viseu, Angra e Funchal e os de Portalegre, Castelo Branco e Leiria apenas aguardavam edifícios mas os seus professores já davam as lições nas respectivas residências.
No Relatório de 1850/51 afirmava-se que todos os liceus, menos os de Aveiro e Vila Real, estavam instalados em edifícios públicos.
O Reitor Almeida Neves coloca, então, a hipótese de poder ser o ano lectivo de 1848/49, o ano de fundação do Liceu de Beja. Apesar de, segundo ainda o mesmo autor, as fontes mais antigas que provam a existência do liceu serem um livro com os resultados de exames, cujo termo de abertura é de 24 de Setembro de 1852, sendo o primeiro terno de exames de 9 de Outubro; um livro de matrículas com o termo de abertura de 25 de Setembro e a primeira matrícula em 19 de Outubro; um livro de receitas e despesas com o termo de abertura de 3 de Junho de 1853 mas que apresenta um lançamento de despesa de Agosto de 1852, conclui depois que o reduzido número de alunos em 1852/53 e o rápido aumento da frequência nos anos que imediatamente se seguiram, parece indicar que o liceu foi criado nesse ano, embora se possa admitir que já tivesse havido matrículas em anos anteriores. Nesse caso, porém, é de estranhar que não existisse nenhum livro de matrículas ou de termos anteriores de 1852. Remata então o Reitor:
“Parece, pois concluir-se, com relativa segurança, que o liceu de Beja iniciou o seu funcionamento na data citada”, em 1852, portanto.
Segundo o orador, sabe-se por um Relatório apresentado ao Conselho Superior de Instrução Pública, em 2 de Dezembro de 1845 que estavam então constituídos os Liceus de Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Braga. Outro Relatório, de 28 de Dezembro de 1848 informa que além desses cinco, estavam criados mais os de Santarém, Viseu, Angra e Funchal e os de Portalegre, Castelo Branco e Leiria apenas aguardavam edifícios mas os seus professores já davam as lições nas respectivas residências.
No Relatório de 1850/51 afirmava-se que todos os liceus, menos os de Aveiro e Vila Real, estavam instalados em edifícios públicos.
O Reitor Almeida Neves coloca, então, a hipótese de poder ser o ano lectivo de 1848/49, o ano de fundação do Liceu de Beja. Apesar de, segundo ainda o mesmo autor, as fontes mais antigas que provam a existência do liceu serem um livro com os resultados de exames, cujo termo de abertura é de 24 de Setembro de 1852, sendo o primeiro terno de exames de 9 de Outubro; um livro de matrículas com o termo de abertura de 25 de Setembro e a primeira matrícula em 19 de Outubro; um livro de receitas e despesas com o termo de abertura de 3 de Junho de 1853 mas que apresenta um lançamento de despesa de Agosto de 1852, conclui depois que o reduzido número de alunos em 1852/53 e o rápido aumento da frequência nos anos que imediatamente se seguiram, parece indicar que o liceu foi criado nesse ano, embora se possa admitir que já tivesse havido matrículas em anos anteriores. Nesse caso, porém, é de estranhar que não existisse nenhum livro de matrículas ou de termos anteriores de 1852. Remata então o Reitor:
“Parece, pois concluir-se, com relativa segurança, que o liceu de Beja iniciou o seu funcionamento na data citada”, em 1852, portanto.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Obituário-Álvaro Afonso Henriques
Perdemos mais um grande amigo, colaborador entusiástico do núcleo da nossa Associação em Lisboa, e participante activo das "brincadeiras" pseudo-teatrais que os nossos amigos faziam nos almoços de confraternização em Lisboa e nas tardes culturais das "festas do Galo" em Beja.
Álvaro Afonso Oliveira Henriques- um exemplo que não podemos esquecer se queremos perpetuar esta tradição tão secular mas tão significativa das amizades de infância e do intercâmbio das sucessivas gerações que passaram pelo Liceu de Beja.
Afonso Henriques, sempre!
O Presidente da Associação em exercício,
João Mimoso Fernandes
quinta-feira, 8 de março de 2012
Obituário-Francisco Marujo Açucena
Conta-se que, ainda estudante de medicina, curso que não concluiu, e fazendo parte de uma peça de teatro da faculdade, ofereceu uma bilhete para um espectáculo à dona da casa onde estava hospedado ao qual a mesma assistiu. Um dia depois a senhora elogiou a participação do inquilino estudante dizendo que o papel de coxo foi muito bem representado, ao que ele respondeu "Eu sou mesmo coxo, porra".
Era a pessoa sempre indicada para coordenar os actores nas récitas das "Festas" divertindo-se e fazendo divertir os pseudo actores. Nos os últimos anos a sua saúde e a dificuldade de movimentação não lhe permitiram dar a colaboração que ele desejaria.
Onde quer que esteja, decerto olhará para nós com a bonomia e o sorriso disfarçado que o caracterizava.
Até sempre amigo Chico Açucena.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Balancete de 2011
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