segunda-feira, 18 de julho de 2011

O relógio do Liceu

O relógio do Liceu, que terá tantos anos de vida como o próprio edifício, foi sempre motivo de alguma "chacota" por parte de algumas pessoas mais observadoras e com algum espírito crítico, e isto porque em todo o seu tempo de vida raramente cumpriu a função para que foi criado, dar horas certas.

Com as recentes obras de ampliação e restauro do edifício aguardava-se que o velhinho relógio, finalmente, cumprisse a sua missão. Puro engano. Ali está ele de cara lavada mas "horas certas", vistes-las.

sábado, 25 de junho de 2011

Como era a Festa do Galo há mais de 89 anos

Do Diário de Notícias, de 3 de Abril de 1922, sob o título «Em Beja. Uma festa de estudantes, que se populariza, ganhando tradição» 
 A mocidade estudiosa do liceu desta cidade levou a efeito, numa destas noites, em inofensiva esturdia, a tradicional "Festa do Galo", tendo percorrido as ruas da cidade num luzido e pitoresco cortejo, para cujo brilhantismo concorreu uma banda de música expressamente contratada e ao qual não faltou o concurso, por dever de ofício, da cavalaria da G. N. R.
  Tem já a festa as suas tradições, e a sua origem vem de uma aventura em que, há anos, alguns académicos se meteram, e da qual resultou irem para a esquadra de polícia acompanhados de um soberbo galo, sultão de certa capoeira e pouco antes sequestrado ao convívio de quantas dilectas galinhas que constituíam o seu harém.
 «Na esquadra os zelosos cívicos queriam, à viva força, que o emplumado Chantecler voltasse, qual filho pródigo, ao poleiro de que havia sido destituído; mas a 'briosa' quis sustentar  o seu  capricho  e a  policia só pôde  verificar, passadas algumas  horas,  que o vespertino despertador, após morte violenta, dera a alma 'à criação' e só lhe restava, como sucedeu, temperar a mais suculenta canja de que havia memória nos anais das patuscadas alegres da academia de Beja, a qual lhe prestou, como era de esperar, as devidas honras..., 'de caixão à cova'.
  É este o acontecimento que se soleniza todos os anos, na noite do aniversário da 'captura' do primeiro galo; e para que a festa seja, quanto possível, a fiel reprodução da tragédia original, todos os anos os nossos académicos nas proximidades da patuscada, armam em 'verdadeiro terror' de todas as capoeiras.
  O cortejo forma-se em frente do liceu, e os lençóis da cama de cada qual constituem o típico 'travesti' de quantos estudantes naquele se incorporam, uns a pé, outros montados em jumentos; e enquanto a artilharia troa e a banda de música executa a mais fúnebre de todas as marchas graves, a 'vítima', imolada à capoeira menos vigiada, segue pachorrentamente ao colo de um estudante eleito, este em cima de uma padiola conduzida por outros académicos e iluminada a lavareda encarniçada de alcatroados archotes.
 E o cortejo lá segue; funéreo no feérico do seu aspecto, alacre de mocidade, entre alas e acompanhado duma enorme massa de povo até vir debandar, novamente, na Praça da República, junto do liceu, onde, duma tribuna previamente ali erguida, vários oradores, inscritos e não inscritos, dão largas à sua alegre loquacidade, engendrando os mais alegres disparates sobre o 'tema' da sua festa.
  Brincadeira inofensiva é esta, verdade, em que duas vítimas há apenas a registar - o galo e a pessoa que ficou sem ele; mas enquanto a mocidade assim se diverte, não há receio de que ela enverede por outros caminhos que lhe podem ser prejudiciais.
  E tão popularizada ela está que, este ano, apesar de ser feita sob chuva, se lhe associaram mais de mil pessoas, sendo vulgar encher-se totalmente a Praça da República nos anos em que se realiza com bom tempo.»

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO (14-05-2011)

Há já vários anos que não pisava o solo da Casa do Alentejo. No passado dia 14 de Maio tive a oportunidade de reapreciar aquele belo palácio que é sede daquela velha agremiação dos alentejanos que vivem e labutam em Lisboa. A razão desta visita foi o almoço que, anualmente, reúne os antigos alunos do Liceu de Beja.

Foi bom voltar a ver colegas que não são assíduos neste evento. Tirámos muitas fotos, houve música para motivar um pezinho de dança e ainda ouvimos o Zé Leão, sempre disponível para interpretar as suas "rancheras" e latino-americanas.
Do evento deixo-vos aqui algumas fotos e um "até para o ano" ou até Outubro, cá no nosso burgo.


quarta-feira, 2 de março de 2011

POEMA "ESTA CASA"

Há muito que pensava transcrever este poema. Ele aqui está:

ESTA CASA

Se o mais certo é ninguém ser eterno,
há alguém que detém a certeza
que é do velho que vem o moderno,
que a raiz é que rasga a dureza.

Esta casa com século e meio
e que veio de outras casas comprova
que viver é não ter o receio
de fazer por se ser sempre nova.

Apegados ao tempo sem pausas,
do presente fazemos presente
a esta casa de casas e causas,
esta casa por causa da gente.

Tanta gente com nome guardado,
sem renome ou com nome obscuro
nesta casa que vem do passado
com o sonho apontado ao futuro!

Habitantes do tempo e do espaço
e do amor que esta casa nos deu,
ao subirmos da terra ao terraço
atingimos a raia do céu.

E se ao céu não se sobe num salto,
estamos longe dos astros, porém
não fugimos do céu por ser alto,
aprendemos os astros que tem.

Apoiados na força que vem
de uma 1uz que mantemos acesa,
a aprender aprendemos também
que aprender é ganhar a surpresa.

Se o presente se torna passado,
tanto quanto a memória consente
aqui estamos no tempo aprazado
a fazer o passado presente.

Beja, 4 de Maio de 2003
Martinho Marques

Autor: Martinho Marques (Antigo aluno e professor aposentado da Escola Secundária Diogo de Gouveia).

Poema lido pelo autor na comemoração dos 150 anos do Liceu de Beja na presença do Sr. Ministro da Educação, Dr. José David Gomes Justino

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

LICEU DE BEJA "ESCONDIA" NECRÓPOLE ISLÂMICA

É este o título que encima um artigo publicado no dia 18 do corrente mês de Fevereiro pelo "Diário do Alentejo".
 Com efeito, eu próprio pude verificar no local a existência de várias ossadas completas. Diz o artigo que já foram encontrados 250 esqueletos correspondentes a indivíduos de ambos os sexos, na maioria adultos e atribuíveis ao período islâmico.
Segundo a coordenadora dos trabalhos arqueológicos, esta necrópole é, certamente, uma das maiores encontradas no País, acrescentando que são várias as áreas intervencionadas, quer no exterior, quer no interior do edifício, sendo os vestígios da necrópole aqueles que "mais saltam à vista". Os trabalhos de escavação não devem ir para além da área afectada pelas obras, mas suspeita-se que existam mais esqueletos por descobrir. Os esqueletos ficarão em depósito - não se sabe ainda se junto do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) ou do município de Beja. O local onde se encontra a necrópole será novamente coberto para que as obras possam avançar.

Do  velhinho e saudoso campo do Liceu, palco de tantas jogatanas de futebol nos "feriados" generosamente concedidos pelos nossos professores de então e que ainda foi casa do Clube Desportivo de Beja, quase nada resta. Na baliza a sul encontra-se um enorme edifício e  no espaço restante decorrem as escavações.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O (NOSSO) JÁ VELHO LICEU

Não resistimos à tentação de transcrever o texto escrito pelo nosso antigo colega e jornalista do “Diário do Alentejo, Francisco Pratas, publicado no dia 21 de Outubro de 2005.

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de cordel 

O (nosso) já velho Liceu



Um qualquer dia do mês de Junho do ano de 1937, foi inaugurado em Beja o Liceu Novo da cidade, como os mais adultos da população o denominavam.


E o Liceu Novo, era a menina dos olhos dos bejenses, tão surpresos estavam com a imponência da obra, coisa nunca vista por estas bandas, admitindo-se mesmo que tal só aconteceu por mor de um erro de localização do respectivo Ministério, que atribuiu o projecto para construção do supra dito estabelecimento à capital sul alentejana (a eterna esquecida), quando este, ao que parece, se destinava a uma importante cidade algarvia.


Se assim é, foi a primeira e última vez, já que é hábito, ao que parece, dos muitos governos que por aqui fizeram História esquecerem, quase sistematicamente, esta cidade, quando os ventos apontam algo de importante na valorização da urbe.


Agora, por exemplo, temos no ar a vaga promessa da construção de um aeroporto em local onde hoje se situa a Base Aérea 11, mas, estamos convictos, muita água correrá ainda debaixo das pontes, antes de descerem do céu, com armas e bagagens, aqueles que um dia, hão-de ser os primeiros passageiros a chegar a Beja por via aérea.


Mas voltemos ao Liceu de Beja, inaugurado que foi há 68 anos, quando eu, verdade se diga, ainda era muito menino.


Lembro-me, no entanto, embora de forma muito nebulosa, que no decurso das solenidades que assinalaram a inauguração da importante obra, estive ao colo de minha mãe, muito próximo das referidas instalações, que festa é festa, e que depois da “vinda do Rei a Beja”, nenhum outro figurão, até essa data (que eu saiba), se atrevera a cruzar as nossas frágeis fronteiras.


Agora toda a população parecia embasbacada com a presença do então Presidente da República, general Óscar fragoso Carmona, de que recordo um pouco o brilho dos seus galões. Que diabo, era um general e logo Presidente da República. Houve palmas e foguetes, como é da praxe, e certamente algumas resmas de papel foram esgotadas com escritos de inflamados discursos, que o fascismo e seus acólitos, já andavam por aqui a dar as primeiras passadas.


O facto é que Beja sentia-se orgulhosa daquela sua importante escola, “meta” superior de quantos completavam a primária e os familiares ainda dispunham de alguns meios que lhes permitiam, se o moço tivesse cabeça, avançar com a criança para estudos de maior folgo, que a passagem no exame de admissão aos liceus já estava garantida.


E aquele mundo, para os que ainda podiam atingir tal patamar, era outra coisa. Tudo ali era novidade, inclusive as classes sem discriminação de sexo, e a escapadela à imposta uniformização da farda da MP que começava a infiltrar-se no ensino básico das nossas escolas. Já no Liceu, pelo contrário, dávamo-nos mesmo ao luxo de substituir essa tão caricata “fardajola”, pela tradicional “capa e batina”. E mais: A vestimenta académica permitia até, a quem o usava, não só assistir a todas as solenidades, como ostentar prosápias de cultura, excessivamente enganosas…mas simpáticas!


Era assim o nosso velho Liceu, com a sua “Festa do Galo” de quatro em quatro anos; os seus renhidos jogos de futebol em campeonatos com a Académica (de Beja) a dar um ar de sua graça, e a malta na claque, expressando-lhe o seu entusiástico apoio, com o conhecido grito de guerra Efeerreá.


Coisas bonitas dos anos Quarenta, que animavam por esses recuados tempos, esta minha pequena cidade!

MARIA DE FÁTIMA MENDONÇA - POEMA

Todos os meus amigos do Núcleo de Lisboa já conheciam os dotes de poetisa e pintora da nossa colega e amiga, Maria de Fátima Mendonça.

Para mim foi uma agradável surpresa vê-la no passado dia 20, em Ervidel, terra onde viveu até ir para a cidade-grande, a apresentar o seu livro de poemas "Meu Alentejo-poema".

Foi um final de tarde muito agradável, onde, para além da poesia, não faltou a música através dos sons criados na viola-campaniça pelo Paulo Colaço que também deu a voz a alguns temas.

Aqui vos mostro um pequeno vídeo obtido através do meu IPod.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO-2011

Informaram-me hoje que o tradicional almoço de confraternização organizado pelo núcleo de Lisboa será no dia 14 de Maio, este ano na Casa do Alentejo. Fico a aguardar aconfirmação da notícia.

domingo, 21 de novembro de 2010

"O RELÓGIO DO LICEU"

Do nosso colega e amigo, Manuel Dias Horta, transcrevo um texto publicado no Diário do Alentejo de 12 do corrente mês de Novembro.


"Os hábitos, os costumes, as tradições, as ruas, as praças, os edifícios, o que os ornamenta e embeleza, mais o que falta dizer, constituem um património inestimável das nossas gentes, das nossas cidades, vilas e aldeias.

Em Beja ainda chove no molhado pela destruição da praça da República, do jardim do Bacalhau e da avenida Miguel Fernandes, a culpa não chegou e enviuvar porque morreu solteira.

O relógio do Liceu não é uma peça de arte, mas guarda na enormidade dos seus caracteres e ponteiros a riqueza de décadas e décadas de um passado onde abundam a saudade e a nostalgia.

Admirado por quem de fora vinha à cidade, tema de conversa em cafés e salões de chá, causador de arrelias ao saudoso Sr. Branco, este gigantesco medidor do tempo, de preto pintado esbatido no amarelo do edifício, nunca foi um mouro de trabalho, tendo gasto a maior parte da sua exitência no regime de "baixa", ainda assim tem arranjado tempo para assinalar horas boas e horas más, testemunhar a passagem de gerações de meninos e meninas, de homens e mulheres que naquela casa iniciaram a preparação para enfrentar o que de bom ou mau a vida nos reserva.

Não vemos o relógio no sítio onde sempre o olhámos, mas não constando que José Sócrates tenha alguma coisa que ver com este assunto, nem que tenha sido ferido o sentido estético de alguém e muito menos provoque embaraços no trânsito, augura-se o regresso do mítico relógio, do liceu da cidade, ao local onde sempre morou."

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O LICEU DE BEJA NA IMPRENSA REGIONAL

A revista mensal 30 DIAS, no seu nº 10, de Junho passado, publica um excelente trabalho sobre o Liceu de Beja. Aqui se fala do que esta instituição representou para a cidade no passado, sobre o momento presente e sobre os anseios quanto ao futuro. Não foram esquecidas as tradições desta casa ( a Casa Amarela), o uso da capa e batina até a um passado recente, bem como a Festa do Galo. Por tudo isto, e acima de tudo, a sua existência justifica-se pela contínua formação dos jovens, administrando-lhes novos saberes, quer científicos quer humanos.

Em representação da Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Beja houve intervenções da Natércia Espinho, João Minoso e Aníbal Fernandes. Em nome da Escola Diogo de Gouveia falou o seu actual director, José Eugénio A. Pereira.

domingo, 6 de junho de 2010

ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO-2010

Tal como tem acontecido em anos anteriores, realizou-se mais um almoço de confraternização dos antigos alunos do Liceu de Beja, organizado pelo núcleo de Lisboa.

O evento teve lugar no restaurante FIL, no passado dia 29 de Maio. A adesão foi a esperada e participativa. A falta de outro meio de transporte, que não o expresso rodoviário, obrigou-nos a partir mais cedo quando a animação musical começou. Foi pena. Esperemos que para o próximo ano seja melhor no que se refere a meios de transporte.


EXPOSIÇÃO-HOMENAGEM

Está a decorrer, desde o dia 24 de Maio até ao dia 12 de Junho de 2010, na Biblioteca Municipal, a exposição intitulada " Maria Isabel Covas Lima Alves de Carvalho - A Mulher, a Amiga, a Professora, a Poetisa".

Esta amostra, feita com bom gosto, mas com singeleza, teve a participação de antigos alunos do Liceu de Beja e amigos que com ela tiveram o privilégio de conviver, dando os seus testemunhos ou enviando fotografias, recortes de jornais, etc.

Aqui deixo algumas imagens testemunho desta exposição.



  


 Bem haja à Biblioteca Municipal por esta iniciativa.

terça-feira, 18 de maio de 2010

"MISTÉRIO"

Hoje publicamos, com muito gosto, mais um poema do nosso colega Manuel Dias Horta.

MISTÉRIO

Trago na alma guardado
Um mistério, que não decifrei
E que suporto calado
Sem saber se o desvendarei
Procurei na razão
Empenhei saberes meus
Não tenho explicação
É coisa do foro de Deus
Mas qual Deus?
O bom? o amigo?
Do que tenho um retrato, comigo!?
Se calhar, não
É o outro, que tão bem conheço
Que me castiga e eu não mereço

Beja, 17-05.2010

M. D. Horta

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CONFRATERNIZAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DO LICEU DE BEJA

Dia 29 de Maio de 2010, no Restaurante FIL- Parque da Nações, realiza-se mais um almoço de confraternização dos antigos alunos do Liceu de Beja. 

Do programa, designado "Almoço do Galo 2010", consta:
Missa de sufrágio - 12:00 horas na Igreja de Nª. Sª dos Navegantes - Parque das Nações

Almoço - 13:000 horas

Preço:   - 32,00 Euros

Inscrições- até ao dia 24 de Maio com o correspondente pagamento, através de cheque, em nome de:

Maria Luísa Ferro
Rua Maria, nº 43, 2º Dtº
1170-210 Lisboa
Tel: 218134620

Almerinda Ramalhosa
Rua das Tílias, nº 52, R/C Dtº
2775-367 Parede
Tel: 214660738

Maria de Lurdes Camacho
Rua Palmira Bastos, nº 16, 4º Esqº
2685-285 Portela LRS
Tel: 964036417

Poema alusivo

Caros amigos e amigas:

Não podem imaginar
Como ando preocupado
Com o que se 'stá a passar!...

A nossa Festa do Galo,
Um projecto todo meu,
Não tem lugar este ano,
Pois andam, no desengano,
As obras do velho Liceu!...

Dei voltas à mioleira,
Mil e uma passadinhas,
Repisei a capoeira...
Depeniquei as galinhas...
E, de tanto repensar,
Fiz uma ordem geral:
Substituam a Festa
Pelo Almoço Anual!...

Mas como, algures, vai sentindo
Esta crise, toda a gente,
A ementa é trivial,
Porém, selecta e exigente (!...):
Temos melão com presunto;
Bacalhau à "lagareiro"
Com batatinhas "a murro",
Fofinhas, de sal ligeiro;
Medalhões de porco preto,
Que serão acompanhados
De "pommes de terre" fritas
E legumes variados...
Como sempre, há queijos...frutas...
Vários doces... e bons vinhos
E, a terminar as disputas,
Águas...chás... e cafezinhos!...

Espero que, este encontro,
Sendo igual, seja diferente,
E, entre abraços de amizade,
Muitos digam: "Estou presente!"

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Obituário-HEITOR FRAGOSO

Para os mais jovens, este nome nada ou pouco dirá, mas para mim que com ele cresci e que mais tarde me fez a coroa quando entrei no Liceu, diz algo da minha infância e juventude. Pelos amigos e colegas era conhecido por "O Talha burros".

Tive conhecimento através duma notícia desportiva (era Relator do Conselho Fiscal do Sporting Clube Farense), que o Heitor Carlos Garrido Madeira Fragoso morreu no passado dia 2 de Fevereiro, com a idade de 69 anos, tendo o seu corpo sido cremado em Ferreira do Alentejo, na última quarta-feira.

Viu-o pela última vez no nosso almoço de confraternização, no Parque das Nações, em Maio de 2004, pleno de energia e alegre como sempre o conheci, apesar dos seus 64 anos de idade.

Neste blogue fica a imagem viva do "Talha" no vídeo já publicado há alguns meses.

Para o Heitor, onde quer que esteja, vai a minha eterna saudade.

domingo, 15 de novembro de 2009

POEMA - O LICEU

Recebi, há dias, um poema do nosso colega Manuel Dias Horta, o qual transcrevo a seguir:

O LICEU

Passa o tempo com naturalidade
Deixa a amizade e a saudade
Ainda ontem o liceu
Mocidade generosa
Ingénua e airosa
Tempo que não esqueceu
..
Idade de mil sonhos
Amores, desamores e loucura
Tempo de futuros risonhos
Para tudo havia uma jura
Moças e moços separados
Por contínuos vigiados
Regulamentos de outrora
Geração de sessenta
Que a mudança fomenta
Regulamentos que deitará fora
..
Ver as moças entrar
De manhã ao portão
Com elas ao menos falar
Mesmo que seja com moderação
Atrevimento próprio da idade
Passeava-se com as moças na cidade
Aproveitamento umas vezes bom outras não
Professores que eram doutores
A maior parte sabedores
Pelo que nos ensinaram, gratidão
..
Ser finalista era uma meta
Talvez o melhor ano do liceu
Depois outra vida se enceta
Só a recordação permaneceu
Mocidade, juventude, pura ilusão
Os moços para a guerra vão
Uma nova condição aparece
Só por quem lá passou
Mais a saudade que cá deixou
Com o tempo tudo esmorece
..
Pelo país se espalharam
Onde fosse maior a ambição
Outros, por cá ficaram
As coisas assim calharam
Por ano uma reunião
Onde muitos já faltarão
Dos que mais cedo abalaram
Permitam-me a evocação
O António João e o Simão
Homens e amigos d'eleição
..
Quem pelo liceu passou
Pedaços da vida lá deixou
A ser homens e mulheres lá começaram
Local de ensino e virtudes
Utopias de juventudes
Que tantos sonhos abrigaram
..
Beja, 2009.09.02
M.D. Horta

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Almoço de Confraternização no Parque das Nações em 8 de Maio de 2004

Como os convívios são uma das nossas mais consistentes realizações, fruto do empenho do núcleo de Lisboa, resolvi deixar aqui um conjunto de imagens vivas que eu desconhecia terem alguma antiguidade e que me dão especial prazer, uma vez que nelas consta o Heitor Fragoso (nos meus tempos de Liceu com a alcunha do"Talha Burros") que me fez a coroa quando entrei para o Liceu (Outubro de 1957) e com o qual cresci no meu bairro.

domingo, 31 de maio de 2009

Almoço de Confraternização

Como era esperado, realizou-se o almoço de confraternização dos antigos alunos do Liceu de Beja no passado dia 16, no restaurante FIL, no Parque das Nações em Lisboa, promovido pelo núcleo de Lisboa da nossa Associação. Beja fez-se representar por um grupo um pouco mais numeroso que em anos anteriores. Vamos ver se futuramente essa adesão aumenta mais e desejar que a gente nova comece a aparecer.

O sol mostrou-se à partida na cidade de Beja, mas na chegada ao Parque das Nações estava bem escondido. Todavia, a manhã estava com uma temperatura amena. Depois de passadas duas horas na esplanada, onde tomámos uma retemperadora "bica", partimos ao encontro do resto do pessoal, o qual foi chegando a conta-gotas e que, à hora marcada, já enchia o recinto do repasto. Contra as expectativas, o número de presentes foi superior pelo que houve necessidade de utilizar mais duas mesas para sentar os que não tinham lugar.O almoço decorreu sem mais acidentes de percurso e em amena cavaqueira. Depois houve os momentos de diversão, com os mais habilitados a mostrarem os seus dotes.
















Pelas 18 horas começou a processar-se a debandada, isto porque o caminho para Beja estava à nossa espera e previamente pago. Com um "até pró ano" nos despedímos entre beijos e abraços.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Almoço 2009

Amanhã, dia 16 de Maio, realiza-se mais um almoço de confraternização dos antigos alunos do Liceu de Beja, iniciativa do núcleo de Lisboa. A paparoca vai ser servida no Restaurante FIL, no Parque das Nações. Como sempre, esperamos que haja muita animação e muitas presenças; eu, pela minha parte, fiz a divulgação possível através dos meios informáticos e de viva-voz.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

IDEIA ERRADA

Muitos dos nossos associados criaram a ideia errada de que o objectivo primeiro da nossa Associação é promover eventos de carácter lúdico como a "Festa do Galo". Tal não é verdade. Aquele acontecimento que, de cinco em cinco anos, marca as nossas vidas é, para além do aspecto lúdico e da confraternização, o meio necessário para se obter o proveito material para garantir a existência da mesma associação, permitindo-lhe dar cumprimento aos estatutos, os quais determinam a ajuda monetária a estudantes carenciados.
Nos últimos anos tem havido um decréscimo das receitas obtidas, chegando mesmo ao ponto de a última Festa (2005) ter existido um saldo negativo de €-632,46.
Os tempos em que tudo se fazia gratuitamente são pertença do passado. Hoje tudo é pago, ninguém é solidário. Cada ano que passa vejo com mais apreensão o futuro desta organização. O dirigismo associativo está pelas ruas da amargura. Ninguém quer ser dirigente ou assumir a mais pequena responsabilidade. A actual direcção já está em funções há mais de 15 anos e dois em situação interina. Isto não pode continuar assim. Alguém mais novo terá que tomar conta do leme.
Hoje fico-me por aqui.