ARTIGO 1º - A Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Beja, tem a sua sede em Beja e tem por principais fins a cultura, a filantropia e a solidariedade. ARTIGO 3º - A Associação exercerá os seus fins por meio de festas, excursões e actividades culturais. §1º - O auxílio moral e a ajuda material poderão estender-se aos actuais alunos do Liceu de Beja (actual Escola Secundária Diogo de Gouveia) que comprovadamente necessitem dessa protecção e tenham bom aproveitamento escolar.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
domingo, 30 de dezembro de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
Breve resenha do nascimento do Liceu de Beja, extraída do portefólio da Área de Projecto por alunos deste estabelecimento de ensino.
Não há nenhum documento que indique a exacta fundação do liceu. No entanto, segundo outros documentos, estes apontam para a abertura do liceu no ano de 1852.
Através do tempo, o Liceu, conheceu várias instalações: a primeira foi (em 1852) no Antigo Paço Episcopal; em 1863, foi autorizado o arrendamento do andar superior no Palacete no Terreiro de S. Tiago; depois, em 1870, nova mudança para a Casa da Porta de Ferro (na Rua Esquível); em 1905 vai para a Praça da República; e só em 1937, com inauguração a 20 de Julho, em edifício próprio e novo, instala-se o actual Liceu.
A data de 1870 foi um marco importante, pois foi nessa data que os estudantes do Liceu começaram a usar traje académico.
Os problemas culturais eram uma preocupação constante das gerações, mas nem só os problemas inerentes à cultura ocupavam os alunos. Estes, também, procuravam criar determinados costumes, conhecidos vulgarmente pela designação de praxe académica (que consistia em fazer coroas, baptizar os caloiros e fazer uma pequena maratona em redor do Liceu).
O sentido de solidariedade, na altura, unia os estudantes. Dessa união resultava a Academia (associação académica).
Mas Salazar, ao criar a “Mocidade Portuguesa” extinguiu as Academias e, em simultâneo, observava-se à degradação dos costumes académicos.
Não há nenhum documento que indique a exacta fundação do liceu. No entanto, segundo outros documentos, estes apontam para a abertura do liceu no ano de 1852.
Através do tempo, o Liceu, conheceu várias instalações: a primeira foi (em 1852) no Antigo Paço Episcopal; em 1863, foi autorizado o arrendamento do andar superior no Palacete no Terreiro de S. Tiago; depois, em 1870, nova mudança para a Casa da Porta de Ferro (na Rua Esquível); em 1905 vai para a Praça da República; e só em 1937, com inauguração a 20 de Julho, em edifício próprio e novo, instala-se o actual Liceu.
A data de 1870 foi um marco importante, pois foi nessa data que os estudantes do Liceu começaram a usar traje académico.
Os problemas culturais eram uma preocupação constante das gerações, mas nem só os problemas inerentes à cultura ocupavam os alunos. Estes, também, procuravam criar determinados costumes, conhecidos vulgarmente pela designação de praxe académica (que consistia em fazer coroas, baptizar os caloiros e fazer uma pequena maratona em redor do Liceu).
O sentido de solidariedade, na altura, unia os estudantes. Dessa união resultava a Academia (associação académica).
Mas Salazar, ao criar a “Mocidade Portuguesa” extinguiu as Academias e, em simultâneo, observava-se à degradação dos costumes académicos.
“Não há Academia; não há capa e batina, logo não há praxe.”
A propósito do nosso almoço-convívio, em Fernão Ferro, solicitou-me o nosso colega Manuel Dias Horta a publicação, nesta página, do texto e do poema a seguir:
"Meu Alentejo-Poema"
Ai que saudade, eu tenho da minha juventude
No Liceu, passada entre gente de virtude.
Num destes últimos sábados dum sorridente (para poucos!) mês de Maio e próximo dum local onde o mar vem beijar a terra, realizou-se um almoço-convívio dao antigos alunos do Liceu de Beja. Depois de repetidos beijos e efusivos abraços, embarcámos por uma daquelas viagens que o director deste jornal, encantadoramente, já descreveu no prefácio de determinado livro.
Nestas viagens, sempre com a saudade ao leme e o poço da memória destapado, procura-se o infinito, o longínquo ou o improvável, talvez.
E foi num momento de transbordo que Maria de Fátima Mendonça nos deu a conhecer o seu livro de poemas, para o qual escolheu a palavra "Alentejo", que o preenche da primeira à última página.
Na magia das palavras, no sublime de um verso, no encanto do poema, o poeta (nesta caso a poetisa), canta a terra bendita, o Alentejo de Fialho, de Torga, de Régio, de Florbela e agora, também de Maria de Fátima Mendonça.
Vou deixá-lo, leitor, com o fascínio de uma quadra e duma sextilha que a poetisa tributa à sua terra amada:
"Meu Alentejo-semente
Poema de mar sem fim
Tão real, sempre presente
Vivendo dentro de mim...
Abraço de terra e mar,
Beijo em seio da Natureza,
Bago-místico-ouro-gema...
Só Deus te pôde inventar,
Meu Alentejo-surpresa,
Meu Alentejo-poema!..."
Beja, 30-05-2012
Manuel Dias Horta
"Meu Alentejo-Poema"
Ai que saudade, eu tenho da minha juventude
No Liceu, passada entre gente de virtude.
Num destes últimos sábados dum sorridente (para poucos!) mês de Maio e próximo dum local onde o mar vem beijar a terra, realizou-se um almoço-convívio dao antigos alunos do Liceu de Beja. Depois de repetidos beijos e efusivos abraços, embarcámos por uma daquelas viagens que o director deste jornal, encantadoramente, já descreveu no prefácio de determinado livro.
Nestas viagens, sempre com a saudade ao leme e o poço da memória destapado, procura-se o infinito, o longínquo ou o improvável, talvez.
E foi num momento de transbordo que Maria de Fátima Mendonça nos deu a conhecer o seu livro de poemas, para o qual escolheu a palavra "Alentejo", que o preenche da primeira à última página.
Na magia das palavras, no sublime de um verso, no encanto do poema, o poeta (nesta caso a poetisa), canta a terra bendita, o Alentejo de Fialho, de Torga, de Régio, de Florbela e agora, também de Maria de Fátima Mendonça.
Vou deixá-lo, leitor, com o fascínio de uma quadra e duma sextilha que a poetisa tributa à sua terra amada:
"Meu Alentejo-semente
Poema de mar sem fim
Tão real, sempre presente
Vivendo dentro de mim...
Abraço de terra e mar,
Beijo em seio da Natureza,
Bago-místico-ouro-gema...
Só Deus te pôde inventar,
Meu Alentejo-surpresa,
Meu Alentejo-poema!..."
Beja, 30-05-2012
Manuel Dias Horta
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Almoço anual-2012
O núcleo de Lisboa da Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Beja leva a efeito mais um almoço de confraternização dos antigos alunos daquele estabelecimento de ensino.
Este ano o repasto será no dia 26 de Maio, no restaurante Flor da Mata, na estrada para Sesimbra, antes de Fernão Ferro, frente às bombas da BP com estacionamento. O preço é 35 euros por pessoa.
Porque não consta no programa enviado, mas certamente será útil, aqui vos indico os mails de quem recebe inscrições:
"maria ferro" marialuisaferro35@gmail.com
"Almerinda Maria Ramalhosa" ramalhosa.almerinda@gmail.com ;
"Lourdes Camacho" lourdes.camacho37@gmail.com
"José Piçarra Santos Soares"j.picarra.soares@gmail.com;
sábado, 31 de março de 2012
História do nascimento do Liceu de Beja
Em 15 de Abril de 1950, em sessão solene integrada nas actividades da I
Festa dos Antigos Alunos do Liceu de Beja, o Dr. Almeida Neves, Reitor
do Liceu, proferiu uma conferência sobre a história deste
estabelecimento de ensino.
Segundo o orador, sabe-se por um Relatório apresentado ao Conselho Superior de Instrução Pública, em 2 de Dezembro de 1845 que estavam então constituídos os Liceus de Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Braga. Outro Relatório, de 28 de Dezembro de 1848 informa que além desses cinco, estavam criados mais os de Santarém, Viseu, Angra e Funchal e os de Portalegre, Castelo Branco e Leiria apenas aguardavam edifícios mas os seus professores já davam as lições nas respectivas residências.
No Relatório de 1850/51 afirmava-se que todos os liceus, menos os de Aveiro e Vila Real, estavam instalados em edifícios públicos.
O Reitor Almeida Neves coloca, então, a hipótese de poder ser o ano lectivo de 1848/49, o ano de fundação do Liceu de Beja. Apesar de, segundo ainda o mesmo autor, as fontes mais antigas que provam a existência do liceu serem um livro com os resultados de exames, cujo termo de abertura é de 24 de Setembro de 1852, sendo o primeiro terno de exames de 9 de Outubro; um livro de matrículas com o termo de abertura de 25 de Setembro e a primeira matrícula em 19 de Outubro; um livro de receitas e despesas com o termo de abertura de 3 de Junho de 1853 mas que apresenta um lançamento de despesa de Agosto de 1852, conclui depois que o reduzido número de alunos em 1852/53 e o rápido aumento da frequência nos anos que imediatamente se seguiram, parece indicar que o liceu foi criado nesse ano, embora se possa admitir que já tivesse havido matrículas em anos anteriores. Nesse caso, porém, é de estranhar que não existisse nenhum livro de matrículas ou de termos anteriores de 1852. Remata então o Reitor:
“Parece, pois concluir-se, com relativa segurança, que o liceu de Beja iniciou o seu funcionamento na data citada”, em 1852, portanto.
Segundo o orador, sabe-se por um Relatório apresentado ao Conselho Superior de Instrução Pública, em 2 de Dezembro de 1845 que estavam então constituídos os Liceus de Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Braga. Outro Relatório, de 28 de Dezembro de 1848 informa que além desses cinco, estavam criados mais os de Santarém, Viseu, Angra e Funchal e os de Portalegre, Castelo Branco e Leiria apenas aguardavam edifícios mas os seus professores já davam as lições nas respectivas residências.
No Relatório de 1850/51 afirmava-se que todos os liceus, menos os de Aveiro e Vila Real, estavam instalados em edifícios públicos.
O Reitor Almeida Neves coloca, então, a hipótese de poder ser o ano lectivo de 1848/49, o ano de fundação do Liceu de Beja. Apesar de, segundo ainda o mesmo autor, as fontes mais antigas que provam a existência do liceu serem um livro com os resultados de exames, cujo termo de abertura é de 24 de Setembro de 1852, sendo o primeiro terno de exames de 9 de Outubro; um livro de matrículas com o termo de abertura de 25 de Setembro e a primeira matrícula em 19 de Outubro; um livro de receitas e despesas com o termo de abertura de 3 de Junho de 1853 mas que apresenta um lançamento de despesa de Agosto de 1852, conclui depois que o reduzido número de alunos em 1852/53 e o rápido aumento da frequência nos anos que imediatamente se seguiram, parece indicar que o liceu foi criado nesse ano, embora se possa admitir que já tivesse havido matrículas em anos anteriores. Nesse caso, porém, é de estranhar que não existisse nenhum livro de matrículas ou de termos anteriores de 1852. Remata então o Reitor:
“Parece, pois concluir-se, com relativa segurança, que o liceu de Beja iniciou o seu funcionamento na data citada”, em 1852, portanto.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Obituário-Álvaro Afonso Henriques
Perdemos mais um grande amigo, colaborador entusiástico do núcleo da nossa Associação em Lisboa, e participante activo das "brincadeiras" pseudo-teatrais que os nossos amigos faziam nos almoços de confraternização em Lisboa e nas tardes culturais das "festas do Galo" em Beja.
Álvaro Afonso Oliveira Henriques- um exemplo que não podemos esquecer se queremos perpetuar esta tradição tão secular mas tão significativa das amizades de infância e do intercâmbio das sucessivas gerações que passaram pelo Liceu de Beja.
Afonso Henriques, sempre!
O Presidente da Associação em exercício,
João Mimoso Fernandes
quinta-feira, 8 de março de 2012
Obituário-Francisco Marujo Açucena
Conta-se que, ainda estudante de medicina, curso que não concluiu, e fazendo parte de uma peça de teatro da faculdade, ofereceu uma bilhete para um espectáculo à dona da casa onde estava hospedado ao qual a mesma assistiu. Um dia depois a senhora elogiou a participação do inquilino estudante dizendo que o papel de coxo foi muito bem representado, ao que ele respondeu "Eu sou mesmo coxo, porra".
Era a pessoa sempre indicada para coordenar os actores nas récitas das "Festas" divertindo-se e fazendo divertir os pseudo actores. Nos os últimos anos a sua saúde e a dificuldade de movimentação não lhe permitiram dar a colaboração que ele desejaria.
Onde quer que esteja, decerto olhará para nós com a bonomia e o sorriso disfarçado que o caracterizava.
Até sempre amigo Chico Açucena.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Balancete de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO-22 OUT 2011
Depois de algumas canseiras, lá conseguimos levar por diante o nosso almoço-convívio.
O sol começou a iluminar um dia que foi sempre pleno de alegria e emoções.
Quanto ao repasto propriamente dito, mostrou quantidade e qualidade. Foi pena algum atraso na hora de servir. É um problema de que Direcção se penitencia, mas assume. Apenas ouvi 2 vozes reclamantes, o que nos deixa ainda mais orgulhosos se tivermos em conta que estiveram presente 175 pessoas. Após o repasto houve cantoria e declamação a cargo de colegas. Lamento não ter tido condições vocais para dar o meu singelo contributo. Ainda estou com o problema por resolver, apesar dos medicamentos e das mezinhas caseiras.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Carta da Nazaré Leitão
Beja, 05 de Outubro de 2011
Meus colegas, meus amigos
Alguns de vocês já passaram infelizmente, pela dor profunda que sinto.
Como colegas de longa data, todos sabem o quanto o João preenchia a minha vida e eu a dele. Mas, o meu João partiu para o Céu.
Não há palavras que possam exprimir o que é para mim a ausência física do João, já que em espírito ele está comigo, ele continua vivo.
Na nossa campa, onde já guardo os seus restos mortais, diz:
“A vida dos mortos está na memória dos vivos”.
Era assim que o João e eu pensávamos. É deste modo que eu quero continuar a viver os dias em que permanecer pela terra.
A “família” era o seu lema e nesta palavra englobava não só os laços de sangue mas também aqueles que se constroem ao longo de uma vida. Vocês faziam e fazem parte desses.
O meu bem-haja a todos aqueles que viveram connosco momentos felizes, mas que também exprimiram o vosso carinho e apoio nos tempos mais cruéis da nossa vida: a doença e morte do João.
Esteja onde estiver, ele ficará eternamente no nosso pensamento, à semelhança dos outros colegas que também já partiram.
Ela era um homem bom, não é necessário dar-lhe outros atributos.
Colaborou, desde sempre, nos eventos ligados ao Liceu de Beja, A sua capa de estudante, que tantas vezes esvoaçou por essa escola e cidade, de que tanto gostava, cobre agora a sua urna. O seu testemunho de aluno e ex-aluno do Liceu não pode desaparecer.
Estou aqui meus colegas e amigos para continuar a nossa colaboração com a Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Beja.
Contem comigo no que for necessário.
Nazaré Leitão.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Manuel dos Santos Nicolau
Navegando na Net descobri uma foto do Manuel dos Santos Nicolau, para nós, amigos e colegas do Liceu, era o Nicolau. Não resisti em publicar o endereço da página da WIKIPEDIA onde consta a sua biografia. Ele que nos deixou em 2007 será perpetuado através deste meio virtual.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_dos_Santos_Nicolau
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_dos_Santos_Nicolau
sábado, 8 de outubro de 2011
Poema "Saudade"
SAUDADE
Mandei recado pelo vento que passa
Convidei a amizade
Publiquei na praça
Este encontro com a saudade
Aos que já cá não estão
Rezei, em silêncio, uma oração
Lembro-me deles com frequência
Era grande a convivência
E, tu, saudade, relicário da humanidade, guarda bem, bem
guardado, os sonhos, as paixões e as ilusões
De quem por esta casa tenha passado
Meus versos não têm grande ornamentação
Que mais queríeis vós de um poeta de ocasião!?.
Beja,2011-09-26
Manuel Dias Horta
Poema "Saudade II"
Do nosso estimado colega e amigo, Manuel Dias Horta, ofereço-lhes este bonito poema. Quem terá coragem de lê-lo no nosso almoço, no próximo dia 22?
SAUDADE II
Alunos, professores e doutores
Naqueles extensos corredores
Uma bata branca bem engomada
Uma batina e capa já lustrada
Gira a Terra,
Gira o Mundo
Fazem os homens a guerra
Por erros de fundo.
Como o tempo passa!?
Ontem invejada pela beleza, que tinha
Hoje dedicada avozinha.
Uma breve paixão!?
Ou uma séria declaração!?
Os tempos o dirão.
04-10-2011 Manuel Dias Horta
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
ALMOÇO-CONVÍVIO
Almoço convívio da Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Beja
A Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Beja vai realizar um almoço de confraternização no dia 22 de Outubro próximo.
O evento terá lugar no pátio coberto do Liceu. O preço será de € 25 (vinte e cinco euros) por pessoa, sendo o pagamento feito através de cheque a enviar para Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Beja, Apartado 477 – 7800 BEJA.
As inscrições encerram, impreterivelmente, no dia 15 de Outubro e poderão ser feitas através dos seguintes contactos:
João A. M. B. Fernandes Aníbal Fernandes Maria Natércia Espinho
Tel 284 324 582 Tel 284 083 514 Tel 284 323 500
TM 968 395 611 TM 965 353 266 TM 933 264 315
O programa será o seguinte:
- às 11H30 – Recepção no Hall do Liceu
- segue-se visita guiada ao Liceu renovado
- às 13H00 – almoço cuja emente será composta por:
* Aperitivos c/ entrada e bebida volante
* Sopa
* Cozido de grão
* Salada de frutas
* Café
* Doce
* Digestivo
* Sopa
* Cozido de grão
* Salada de frutas
* Café
* Doce
* Digestivo
- Após o almoço, convívio (fados e outros cantares)
Não faltes!
Saudações liceais.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
O relógio do Liceu
O relógio do Liceu, que terá tantos anos de vida como o próprio edifício, foi sempre motivo de alguma "chacota" por parte de algumas pessoas mais observadoras e com algum espírito crítico, e isto porque em todo o seu tempo de vida raramente cumpriu a função para que foi criado, dar horas certas.
Com as recentes obras de ampliação e restauro do edifício aguardava-se que o velhinho relógio, finalmente, cumprisse a sua missão. Puro engano. Ali está ele de cara lavada mas "horas certas", vistes-las.
sábado, 25 de junho de 2011
Como era a Festa do Galo há mais de 89 anos
Do Diário de Notícias, de 3 de Abril de 1922, sob o título «Em Beja. Uma festa de estudantes, que se populariza, ganhando tradição»
A mocidade estudiosa do liceu desta cidade levou a efeito, numa destas noites, em inofensiva esturdia, a tradicional "Festa do Galo", tendo percorrido as ruas da cidade num luzido e pitoresco cortejo, para cujo brilhantismo concorreu uma banda de música expressamente contratada e ao qual não faltou o concurso, por dever de ofício, da cavalaria da G. N. R.
Tem já a festa as suas tradições, e a sua origem vem de uma aventura em que, há anos, alguns académicos se meteram, e da qual resultou irem para a esquadra de polícia acompanhados de um soberbo galo, sultão de certa capoeira e pouco antes sequestrado ao convívio de quantas dilectas galinhas que constituíam o seu harém.
«Na esquadra os zelosos cívicos queriam, à viva força, que o emplumado Chantecler voltasse, qual filho pródigo, ao poleiro de que havia sido destituído; mas a 'briosa' quis sustentar o seu capricho e a policia só pôde verificar, passadas algumas horas, que o vespertino despertador, após morte violenta, dera a alma 'à criação' e só lhe restava, como sucedeu, temperar a mais suculenta canja de que havia memória nos anais das patuscadas alegres da academia de Beja, a qual lhe prestou, como era de esperar, as devidas honras..., 'de caixão à cova'.
É este o acontecimento que se soleniza todos os anos, na noite do aniversário da 'captura' do primeiro galo; e para que a festa seja, quanto possível, a fiel reprodução da tragédia original, todos os anos os nossos académicos nas proximidades da patuscada, armam em 'verdadeiro terror' de todas as capoeiras.
O cortejo forma-se em frente do liceu, e os lençóis da cama de cada qual constituem o típico 'travesti' de quantos estudantes naquele se incorporam, uns a pé, outros montados em jumentos; e enquanto a artilharia troa e a banda de música executa a mais fúnebre de todas as marchas graves, a 'vítima', imolada à capoeira menos vigiada, segue pachorrentamente ao colo de um estudante eleito, este em cima de uma padiola conduzida por outros académicos e iluminada a lavareda encarniçada de alcatroados archotes.
E o cortejo lá segue; funéreo no feérico do seu aspecto, alacre de mocidade, entre alas e acompanhado duma enorme massa de povo até vir debandar, novamente, na Praça da República, junto do liceu, onde, duma tribuna previamente ali erguida, vários oradores, inscritos e não inscritos, dão largas à sua alegre loquacidade, engendrando os mais alegres disparates sobre o 'tema' da sua festa.
Brincadeira inofensiva é esta, verdade, em que duas vítimas há apenas a registar - o galo e a pessoa que ficou sem ele; mas enquanto a mocidade assim se diverte, não há receio de que ela enverede por outros caminhos que lhe podem ser prejudiciais.
E tão popularizada ela está que, este ano, apesar de ser feita sob chuva, se lhe associaram mais de mil pessoas, sendo vulgar encher-se totalmente a Praça da República nos anos em que se realiza com bom tempo.»
segunda-feira, 6 de junho de 2011
ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO (14-05-2011)
Há já vários anos que não pisava o solo da Casa do Alentejo. No passado dia 14 de Maio tive a oportunidade de reapreciar aquele belo palácio que é sede daquela velha agremiação dos alentejanos que vivem e labutam em Lisboa. A razão desta visita foi o almoço que, anualmente, reúne os antigos alunos do Liceu de Beja.
Foi bom voltar a ver colegas que não são assíduos neste evento. Tirámos muitas fotos, houve música para motivar um pezinho de dança e ainda ouvimos o Zé Leão, sempre disponível para interpretar as suas "rancheras" e latino-americanas.
Do evento deixo-vos aqui algumas fotos e um "até para o ano" ou até Outubro, cá no nosso burgo.
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